sábado, 14 de julho de 2018

A FESTA DE BARRANCOS EM "HONRA DE Nª SRª DA CONCEIÇÃO"



Barrancos é uma vila alentejana junto a Espanha, onde existe uma tradição centenária sanguinária de matar toiros numa festa religiosa que se realiza ali todos os anos no mês de Agosto "em honra de Nª Srª da Conceição", numa arena improvisada frente à Capela onde se reza e donde sai a procissão, tudo terminando numa diabólica diversão. E a Igreja Católica não se pronuncia cometendo também seu “pecado de omissão”.

Lembro no entanto as palavras do Papa Pio V que condenava este espectáculo bárbaro violento na sua bula "SALUTE GREGIS DOMINICI" de 1 de Novembro de 1567 em que dizia:
(...) "Considerando que estes espectáculos que incluem touros e feras no circo ou na praça pública não têm nada a ver com a piedade e a caridade cristã, e querendo abolir estes vergonhosos e sangrentos espectáculos, não de homens, mas do demónio, e tendo em conta a salvação das almas na medida das nossas possibilidades com a ajuda de Deus, proibimos terminantemente por esta nossa constituição a celebração destes espectáculos" ... (in "Bullarum Diplomatum et Privilegiorum Sanctorum Romanorum Pontificum Taurinensis editio", tomo VII, Augustae Taurinorum, 1862, pág. 630-631.)

Portugal já foi um país sem touradas no Reinado de D. Maria II, quando o ministro Passos Manuel promulgou um Decreto (publicado no Diário do Governo nº 229, de 1836) proibindo estes espectáculos em todo o país, onde se lia o seguinte:

“Considerando que as corridas de touros são um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas, bem assim que semelhantes espectáculos servem unicamente para habituar os homens ao crime e à ferocidade, e desejando eu remover todas as causas que possam impedir ou retardar o aperfeiçoamento moral da Nação Portuguesa, hei por bem decretar que de hora em diante fiquem proibidas em todo o Reino as corridas de touros.”

Porém, as touradas voltaram com a Republica e se mantêm até hoje com a "Democracia" com partidos de direita à esquerda a apoiarem sua realização e a chumbarem propostas de sua abolição. Há mesmo figuras públicas bem conhecidas que defendem a tradição barranquenha dos toiros de morte e passo a citar algumas de suas frases que merecem repulsa ou reprovação. Aqui ficam:
 
Nuno da Câmara Pereira (fadista): "eu estou aqui em Barrancos com os cornos para o ar a apoiar a causa barranquenha, dos touros de morte, tradição que dura à séculos".

Moita Flores (investigador, criminologista), dizia sobre uma certa providência calcular da Associação ANIMAL que visava travar o espectáculo dos toiros de morte, e se pronunciou assim: "O juiz que decretou a providência não sabe o que escreve, não sabe o que diz , pela simples razão que não conhece o que se passa em Barrancos, possivelmente nem sabe onde fica". Diário de Noticías 23/8/99.

Mafalda Ganhão (jornalista): " Na corrida de morte por exemplo, o touro não é picado para ser destroçado ou humilhado. É sangrado para que descongestione e possa vir ao de cima a sua bravura, corrigindo-lhe alguns defeitos, como a sua forma de investida". Expresso 28/8/99

Miguel Sousa Tavares (jornalista e comentador tv): "O que eu defendo em Barrancos é a sobrevivência de uma cultura própria e enraizada localmente e que tenta resistir em face de investidas do pensamento "moderno", "jovem" e "civilizado", de uma elite urbana e arrogantemente convencida da sua suposta superioridade civilizacional". Público 3/9/99.

Cónego Eduardo de Melo Peixoto (sacerdote já falecido): " O espectáculo das corridas à antiga portuguesa, o toureio a cavalo e a pé e os "forcados" como prova de valentia , de coragem e mesmo de arte e sem a morte do touro na arena, aceito-o como aceito a caça e o tiro aos pombos". Público 18/8/98.

E por fim o Padre Vitor Milicias, é um pseudo 'franciscano' que devia envergonhar-se pelo seu apreço de touradas que nada tem a ver com a doutrina de S. Franscisco de Assis que condena qualquer acto de violência e tortura contra qualquer animal.

Rui M. Palmela

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

OS BARCOS DA MORTE




Quando vejo este barco em Setubal, sinto sempre um aperto no coração pelo destino de milhares de animais que Portugal exporta para vários paises onde chegam muitos doentes e outros morrem pelo caminho além do naufrágio que por vezes acontece por sobrelotação. Até quando a Humanidade se comporta neste planeta como a pior espécie de todos os seres da Criação?




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O QUE ACONTECE AOS QUE MALTRATAM OS ANIMAIS?


 


A justiça humana pode falhar, mas a justiça divina nunca e actua a todo instante. Uma pessoa que mata, agride, tortura, abandona ou causa dano a qualquer animal, é vista pelo plano astral como um ser maléfico, sem caráter, insensivel, impiedoso e traiçoeiro. E como tal será tratado!
 
O ser humano dotado de consciência e razão deveria respeitar e amar todos os seres da Criação. Se tal não fizer, sofrerá do mesmo modo tudo o que provocar de mal aos animais pela lei da justiça universal que actua onde e quando menos espera, quer acredite nisso ou não.
 
É muito comum ouvirmos pessoas se queixando em determinados momentos de sua vida por desgraças que lhes acontecem, as mais diversas, de situações ruins, acidentes ou doenças inesperadas, etc., sentindo-se até vítimas inocentes de alguma situação, mas na verdade nada acontece por acaso e tudo está associado ao que terá feito de errado por dor ou sofrimento que já tenha provocado e não tem disso qualquer noção.
 
Ninguém sofre sem que já não tenha feito sofrer, pessoas ou animais. “Não faças o que não queres que te façam” ou “faz como gostarias que te fizessem” dizem os mestres conhecedores das leis de Causa e Efeito que tudo regem no Universo.
 
Por isso, que tenham atenção todos os matadores e torturadores de seres vivos porque mais cedo ou mais tarde sofrerão as consequências de seus actos em sua vida. Pouco importam as justificações que arranjem para suas acções contra a integridade de seres vivos, até mesmo aqueles que fazem em nome de tradições religiosas sacrificando animais a algum deus apreciador de sangue, ou espectáculos cruéis que envolvem dor e sofrimento como touradas, lutas de cães. etc.
 
“NÃO MATARÁS!” é um dos primeiros Mandamentos da Lei de Deus que tem sido constantemente desrespeitada neste mundo por cristãos, judeus, muçulmanos, crentes ou ateus, que matam milhões de animais pelas mais diversas razões, em nome de hábitos, crenças ou tradições que pouco servem perante a Justiça Divina que se fará sempre por gerações.
 
Por isso, "Aquele que tem piedade (até) para com um passarinho e poupa sua vida, Alá ser-lhe-á misericordioso no dia do julgamento”, dizia Maomé. E “a mutilação ou interferência no corpo de um animal vivo que lhe cause dor ou deformação contraria os princípios islâmicos", diz o imã Al-Hafiz Basheer Ahmad Masri que condena a 'Festa do Sacrificio' onde se degolam milhares de animais após o Ramadão.
 
Jesus Cristo também teria dito: “Vim abolir as festas sangrentas e os sacrifícios de animais, e se não cessais de sacrificar e comer carne e sangue, a ira de Deus não terminará de persegui-los, como também perseguiu a vossos antepassados no deserto que se dedicaram a comer carne e que foram condenados por epidemias e pestes...”
 
Em suma: Nada justifica os maus tratos e morticinio de animais em nome de uma degenerada forma de alimentação nem outras coisas que pouco servem de justificação. Por isso, mal vai um povo ou país que condena milhões de animais ao sofrimento por questões económicas ou outras, pois também sofrerá a sua condenação.
 
Pausa para reflexão!
 
Rui M. Palmela

segunda-feira, 8 de maio de 2017

MAIS VALE TARDE DO QUE NUNCA...


 
Só agora foi reconhecido em Portugal que os animais não são ‘coisas’ e sim seres vivos dotados de sensibilidade como os humanos. A lei que estabelece esse princípio entrou em vigor no dia 1 de Maio de 2017 e anula a anterior cujo legislador não seria certamente um ser sensivel ou racional, possuidor de alma humana como o actual.
 
A partir desta nova Lei que confere aos animais o direito de serem respeitados como tal, devem pelo menos os caçadores portugueses, toureiros, carniceiros, etc., pensarem duas vezes antes de provocar qualquer dano ou sofrimento a um ser vivo que têm sob a sua mira, a sua farpa, a sua faca, o seu cutelo, seja um coelho, um javali, um toiro, um porco, etc., pois todos sentem do mesmo modo a dor e aflição que lhe é inflingida e não desejariamos para nós.
 
Infelizmente, apesar da nova Lei conferir aos animais o estatuto de ser vivo seinciente, ainda não pensará assim muita gente. Há mesmo os que dizem que eles não têm alma e assim pensam muitos homens da própria Religião que os consideram ‘coisas’ que Deus criou apenas para a nossa alimentação. Esse é o raciocínio de tanta gente que se diz ‘crente’ mas desconhece as palavras do Pregador Eclesiastes que fala da alma dos animais e adverte os humanos que não têm vantagem sobre eles a esse respeito, pois “assim como morre um, assim morre outro, todos têm o mesmo fôlego (alma, pneuma) e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma”... E termina perguntando: “Quem adverte que o fôlego dos filhos dos homens sobe para cima (aos céus) e que o fôlego dos animais desce para baixo da terra (ao inferius)?” (Eclesiastes - 3; 21)
 
Aproveito para apelar aos donos de animais considerados perigosos (rottweiler ou pitbull) que não os abandonem apenas porque tem sido noticiado ultimamente alguns casos de ataques a crianças ou pessoas adultas que certamente foram vítimas de circunstâncias que poderiam ser evitadas. Doutro modo vale a pena conhecer outros casos como este que também deveriam ser noticiados:
  
MATILHA DE ROTTTWEILERS SALVAM IDOSA
 
Rui M. Palmela

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A ALMA E CONSCIÊNCIA DOS ANIMAIS


 
Para quem duvida ainda que os animais têm sua alma e consciência, vem finalmente um grupo de neurocientistas confirmar aquilo que muitas pessoas já acreditavam há muito  e podem a partir de agora demonstrar aos cépticos o quão estavam errados ao negarem simplesmente que os “irracionais” não têm a mesma percepção de dor e sofrimento dos humanos.
 
O neurocientista canadiano Philip Low, pesquisador da Universidade de Stanford e do Instituto de Tecnologia dos EUA, revelou numa conferência em Cambrigde os resultados de suas pesquisas dizendo que afinal “todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência”.  Ele e mais 25 pesquisadores constataram que as estruturas cerebrais que produzem a consciência nos humanos também existem nos animais e por isso a conclusão é de que eles sentem dor e prazer como nós e não podemos mais continuar a negar o óbvio.
 
 “A partir de agora acho que vou me tornar vegetariano”, diz o neurocientista  que tem uma maior compreensão sobre o que sentem os animais numa experiência de medo quando são levados para os Matadouros para serem abatidos ou condenados à morte. Todos os consumidores de seus cadáveres esquartejados deveriam refletir sobre esta questão, a menos que não tenham consciência, alma ou coração.
 
 “Nosso papel de cientistas não é dizer o que a sociedade  deve fazer, mas tornar público os dados que temos e aquilo que enxergamos. A sociedade deve discutir este assunto e decidir  novas leis sobre os animais protegendo-os de alguma forma”...
 
 “No longo prazo penso que a Sociedade dependerá menos dos animais, será melhor para todos”, concluiu Philip Low, denunciando ainda que todos os anos são gastos 20 biliões de dólares sacrificando milhões de vertebrados em pesquisas médicas testando medicamentos ou produtos de cosmética para os humanos. “Não acho necessário tirar vidas para estudarmos a vida”, concluiu o cientista apelando para a própria engenhosidade ou capacidade humana de desenvolvermos melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais.
 
 Para terminar este artigo cito Leonardo Da Vinci que já dizia no seu tempo o seguinte: “Chegará o dia em que se conhecerá o íntimo dos animais (a alma e consciência). Nesse dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a própria humanidade”.
 
 Penso que chegou esse tempo.
 
 Rui M. Palmela
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