quinta-feira, 1 de novembro de 2018

SENTENÇA HISTÓRICA EM PORTUGAL

 
 
 
O Tribunal de Setúbal condenou a 16 meses de prisão efetiva um homem com mais de 60 anos, ex enfermeiro na guerra colonial, que resolveu fazer uma cesariana a "sangue frio" a uma de suas cadelas em trabalho de parto tirando 4 cachorinhos dentro dela que meteu num saco de plástico e os deitou no lixo, tendo deixado o animal ao abandono após a operação "grosseira e irregular" (assim chamou a juiza no Tribunal) sem qualquer tipo de assistência acabando por morrer dois dias depois cheia de sofrimento.
 
Hélder Pasadinhas, assim se chama o verdugo sem coração, vai cumprir 16 meses na prisão onde se lembrará certamente que cometeu um crime hediondo e servirá de exemplo para tantos outros que maltratem animais sem amor ou compreensão.
 
Pena é que estas sentenças não sejam aplicadas de igual modo aos verdugos das touradas e dos toiros de morte em Barrancos pelos crimes de tortura que cometem, sendo incompreensivel que a Lei só contemple uns animais e outros não! Coisas de legislador e dos partidos politicos que fizeram esta separação... Vá-se lá saber porquê!
 
Pausa para reflexão!
Rui M. Palmela

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

A MALVADEZ EM MONSARAZ



Todos os anos se realizam festas e tradições em Portugal de cariz religioso que culminam sempre de forma cruel com a tortura e morte de animais, com a participação da população que vibra com grande entusiasmo na maldade coletiva sem amor ou compaixão.

Foi isso que sucedeu mais uma vez na festa do "Senhor dos Passos" em Reguengos de Monsaraz no dia 8 de Setembro onde à semelhança do que se passa de igual modo em Barrancos, se praticaram actos de autêntica barbaridade com um toiro amarrado pela cabeça, golpeado vivo pelos participantes que a sangue frio o mataram à facada.

Tudo isto aconteceu com o beneplácito das autoridades que não interviram porque a 'festa' tinha  licenciamento da Inspeção Geral das Atividades Culturais e como tal se incluía também a tortura e morte do animal, cujas imagens foram captadas e denunciadas ao PAN (Partido dos Animais e Natureza) com assento na Assembleia da República que pretendia uma explicação do Ministro da Cultura chamando-o ao Parlamento,  mas foi rejeitada essa pretensão pelo PS, PCP e CDS, os mesmos que estando ligados aos lobbies tauromáquicos têm reprovado propostas para proibir estes espectáculos sanguinários em Portugal.

Cabe aos cidadãos portugueses penalizar ou não os políticos e os governos que nada fazem para acabar com toda esta situação.

Fica aqui porém mais esta denuncia dos actos de malvadez em Monsaraz...

Pausa para reflexão!

Rui M. Palmela

 

sábado, 14 de julho de 2018

A FESTA DE BARRANCOS EM "HONRA DE Nª SRª DA CONCEIÇÃO"



Barrancos é uma vila alentejana  onde existe uma tradição centenária sanguinária de matar toiros numa festa religiosa que se realiza ali todos os anos no mês de Agosto "em honra de Nª Srª da Conceição", numa arena improvisada frente à Capela onde se reza e donde sai a procissão, tudo terminando numa diabólica diversão. E a Igreja Católica não se pronuncia cometendo também seu “pecado de omissão”.

No entanto há uma bula papal que condena estes espectáculos bárbaros violentos que diz o seguinte:
 
(...) "Considerando que estes espectáculos que incluem touros e feras no circo ou na praça pública não têm nada a ver com a piedade e a caridade cristã, e querendo abolir estes vergonhosos e sangrentos espectáculos, não de homens, mas do demónio, e tendo em conta a salvação das almas na medida das nossas possibilidades com a ajuda de Deus, proibimos terminantemente por esta nossa constituição a celebração destes espectáculos" ... (in "Bullarum Diplomatum et Privilegiorum Sanctorum Romanorum Pontificum Taurinensis editio", tomo VII, Augustae Taurinorum, 1862, pág. 630-631.)

Portugal já foi um país sem touradas no Reinado de D. Maria II, quando o ministro Passos Manuel promulgou um Decreto (publicado no Diário do Governo nº 229, de 1836) proibindo estes espectáculos em todo o país, onde se lia o seguinte:

“Considerando que as corridas de touros são um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas, bem assim que semelhantes espectáculos servem unicamente para habituar os homens ao crime e à ferocidade, e desejando eu remover todas as causas que possam impedir ou retardar o aperfeiçoamento moral da Nação Portuguesa, hei por bem decretar que de hora em diante fiquem proibidas em todo o Reino as corridas de touros.”

Porém, as touradas voltaram com a Republica e se mantêm até hoje com a "Democracia" com partidos de direita à esquerda a apoiarem sua realização e a chumbarem propostas de sua abolição. Há mesmo figuras públicas bem conhecidas que defendem a tradição barranquenha dos toiros de morte e passo a citar algumas de suas frases que merecem repulsa ou reprovação. Aqui ficam:
 
Nuno da Câmara Pereira (fadista): "eu estou aqui em Barrancos com os cornos para o ar a apoiar a causa barranquenha, dos touros de morte, tradição que dura à séculos".

Moita Flores (investigador, criminologista), dizia sobre uma certa providência calcular da Associação ANIMAL que visava travar o espectáculo dos toiros de morte, e se pronunciou assim: "O juiz que decretou a providência não sabe o que escreve, não sabe o que diz , pela simples razão que não conhece o que se passa em Barrancos, possivelmente nem sabe onde fica". Diário de Noticías 23/8/99.

Mafalda Ganhão (jornalista): " Na corrida de morte por exemplo, o touro não é picado para ser destroçado ou humilhado. É sangrado para que descongestione e possa vir ao de cima a sua bravura, corrigindo-lhe alguns defeitos, como a sua forma de investida". Expresso 28/8/99

Miguel Sousa Tavares (jornalista e comentador tv): "O que eu defendo em Barrancos é a sobrevivência de uma cultura própria e enraizada localmente e que tenta resistir em face de investidas do pensamento "moderno", "jovem" e "civilizado", de uma elite urbana e arrogantemente convencida da sua suposta superioridade civilizacional". Público 3/9/99.

Cónego Eduardo de Melo Peixoto (sacerdote já falecido): " O espectáculo das corridas à antiga portuguesa, o toureio a cavalo e a pé e os "forcados" como prova de valentia , de coragem e mesmo de arte e sem a morte do touro na arena, aceito-o como aceito a caça e o tiro aos pombos". Público 18/8/98.

E por fim o Padre Vitor Milicias, é um pseudo 'franciscano' que devia envergonhar-se pelo seu apreço de touradas que nada tem a ver com a doutrina de S. Franscisco de Assis que condena qualquer acto de violência e tortura contra qualquer animal.

Rui M. Palmela

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

OS BARCOS DA MORTE




Quando vejo este barco em Setubal, sinto sempre um aperto no coração pelo destino de milhares de animais que Portugal exporta para vários paises onde chegam muitos doentes e outros morrem pelo caminho além do naufrágio que por vezes acontece por sobrelotação. Até quando a Humanidade se comporta neste planeta como a pior espécie de todos os seres da Criação?




segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O QUE ACONTECE AOS QUE MALTRATAM OS ANIMAIS?


 


A justiça humana pode falhar, mas a justiça divina nunca e actua a todo instante. Uma pessoa que mata, agride, tortura, abandona ou causa dano a qualquer animal, é vista pelo plano astral como um ser maléfico, sem caráter, insensivel, impiedoso e traiçoeiro. E como tal será tratado!
 
O ser humano dotado de consciência e razão deveria respeitar e amar todos os seres da Criação. Se tal não fizer, sofrerá do mesmo modo tudo o que provocar de mal aos animais pela lei da justiça universal que actua onde e quando menos espera, quer acredite nisso ou não.
 
É muito comum ouvirmos pessoas se queixando em determinados momentos de sua vida por desgraças que lhes acontecem, as mais diversas, de situações ruins, acidentes ou doenças inesperadas, etc., sentindo-se até vítimas inocentes de alguma situação, mas na verdade nada acontece por acaso e tudo está associado ao que terá feito de errado por dor ou sofrimento que já tenha provocado e não tem disso qualquer noção.
 
Ninguém sofre sem que já não tenha feito sofrer, pessoas ou animais. “Não faças o que não queres que te façam” ou “faz como gostarias que te fizessem” dizem os mestres conhecedores das leis de Causa e Efeito que tudo regem no Universo.
 
Por isso, que tenham atenção todos os matadores e torturadores de seres vivos porque mais cedo ou mais tarde sofrerão as consequências de seus actos em sua vida. Pouco importam as justificações que arranjem para suas acções contra a integridade de seres vivos, até mesmo aqueles que fazem em nome de tradições religiosas sacrificando animais a algum deus apreciador de sangue, ou espectáculos cruéis que envolvem dor e sofrimento como touradas, lutas de cães. etc.
 
“NÃO MATARÁS!” é um dos primeiros Mandamentos da Lei de Deus que tem sido constantemente desrespeitada neste mundo por cristãos, judeus, muçulmanos, crentes ou ateus, que matam milhões de animais pelas mais diversas razões, em nome de hábitos, crenças ou tradições que pouco servem perante a Justiça Divina que se fará sempre por gerações.
 
Por isso, "Aquele que tem piedade (até) para com um passarinho e poupa sua vida, Alá ser-lhe-á misericordioso no dia do julgamento”, dizia Maomé. E “a mutilação ou interferência no corpo de um animal vivo que lhe cause dor ou deformação contraria os princípios islâmicos", diz o imã Al-Hafiz Basheer Ahmad Masri que condena a 'Festa do Sacrificio' onde se degolam milhares de animais após o Ramadão.
 
Jesus Cristo também teria dito: “Vim abolir as festas sangrentas e os sacrifícios de animais, e se não cessais de sacrificar e comer carne e sangue, a ira de Deus não terminará de persegui-los, como também perseguiu a vossos antepassados no deserto que se dedicaram a comer carne e que foram condenados por epidemias e pestes...”
 
Em suma: Nada justifica os maus tratos e morticinio de animais em nome de uma degenerada forma de alimentação nem outras coisas que pouco servem de justificação. Por isso, mal vai um povo ou país que condena milhões de animais ao sofrimento por questões económicas ou outras, pois também sofrerá a sua condenação.
 
Pausa para reflexão!
 
Rui M. Palmela
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