terça-feira, 20 de novembro de 2018

CARTA ABERTA AO MÉDICO VETERINÁRIO JOAQUIM GRAVE

 
 
Depois de ouvi-lo no programa "Prós e Contras" na RTP1 no dia 19/11/2018, defendendo obstinadamente as touradas, me surpreendi pelas suas afirmações insensatas de médico veterinário e resolvi saber algo mais a seu respeito e descobri que também é um conhecido ganadeiro no Alentejo onde cria toiros de lide ou de raça brava destinados à Tauromaquia e mais li que afirmou um dia que "O TOIRO É UM PROFISSIONAL DA FURIA", justificando desse modo a tortura que sofre nas arenas por parte dos toureiros e cavaleiros, verdadeiros profissionais da Barbárie e crueldade humana que lhe espetam ferros a pé ou a cavalo, e no fim uma espada enterrada no dorso, numa "estocada final" que o faz prostrar, esgotado de dor e sangue, sem vida, pelo chão.
 
O sr. doutor chama a isso de 'Cultura' e 'bravura' promovendo tais espectáculos ignóbeis contrariamente à ética da sua profissão à qual não faz jus porque ser veterinário é mais digno do que isso e você revela completo desprezo e insensibilidade pelo sofrimento dos animais que cria e destina ao calvário das arenas onde se cometem ignóbeis e tristes cenas.
 
Também ouvi no mesmo programa o representante da Protoiro (Hélder Milheiro) que chegou ao cúmulo do ridiculo em fazer suas justificações históricas das touradas em Portugal onde já foram proibidas várias vezes (1567, 1809, 1836 e 1919) por serem contrários à nossa identidade nacional, e pretendeu ainda fazer uma espécie de reivindicação da Cultura que ele próprio não representa citando a UNESCO que na verdade até condena as touradas na sua Declaração de 1980 onde diz que:
 "A Tauromaquia é a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis e agrava o estado dos neuróticos atraidos por estes espectáculos. Mais desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura"...
 
Portanto, subscrevo completamente a UNESCO e também as palavras de alguém que dizia: "A corrida de touros é um jogo sujo onde o touro é o único animal honesto"...
 
Termino citando Vitor Hugo, o grande escritor francês, que dizia: “Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação à Natureza e aos animais”...
 
Sim, caro senhor Grave, as touradas deviam acabar como um espectáculo cruel, medieval, que afronta a moral, a educação a ciência e a cultura, sendo por isso contrário aos valores da Civilização.
 
Pense nisso.
 
Pausa para reflexão!
 
Rui M. Palmela

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

SENTENÇA HISTÓRICA EM PORTUGAL

 
 
 
O Tribunal de Setúbal condenou a 16 meses de prisão efetiva um homem com mais de 60 anos, ex enfermeiro na guerra colonial, que resolveu fazer uma cesariana a "sangue frio" a uma de suas cadelas em trabalho de parto tirando 4 cachorinhos dentro dela que meteu num saco de plástico e os deitou no lixo, tendo deixado o animal ao abandono após a operação "grosseira e irregular" (assim chamou a juiza no Tribunal) sem qualquer tipo de assistência acabando por morrer dois dias depois cheia de sofrimento.
 
Hélder Pasadinhas, assim se chama o verdugo sem coração, vai cumprir 16 meses na prisão onde se lembrará certamente que cometeu um crime hediondo e servirá de exemplo para tantos outros que maltratem animais sem amor ou compreensão.
 
Pena é que estas sentenças não sejam aplicadas de igual modo aos verdugos das touradas e dos toiros de morte em Barrancos pelos crimes de tortura que cometem, sendo incompreensivel que a Lei só contemple uns animais e outros não! Coisas de legislador e dos partidos politicos que fizeram esta separação... Vá-se lá saber porquê!
 
Pausa para reflexão!
Rui M. Palmela

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

A MALVADEZ EM MONSARAZ



Todos os anos se realizam festas e tradições em Portugal de cariz religioso que culminam sempre de forma cruel com a tortura e morte de animais, com a participação da população que vibra com grande entusiasmo na maldade coletiva sem amor ou compaixão.

Foi isso que sucedeu mais uma vez na festa do "Senhor dos Passos" em Reguengos de Monsaraz no dia 8 de Setembro onde à semelhança do que se passa de igual modo em Barrancos, se praticaram actos de autêntica barbaridade com um toiro amarrado pela cabeça, golpeado vivo pelos participantes que a sangue frio o mataram à facada.

Tudo isto aconteceu com o beneplácito das autoridades que não interviram porque a 'festa' tinha  licenciamento da Inspeção Geral das Atividades Culturais e como tal se incluía também a tortura e morte do animal, cujas imagens foram captadas e denunciadas ao PAN (Partido dos Animais e Natureza) com assento na Assembleia da República que pretendia uma explicação do Ministro da Cultura chamando-o ao Parlamento,  mas foi rejeitada essa pretensão pelo PS, PCP e CDS, os mesmos que estando ligados aos lobbies tauromáquicos têm reprovado propostas para proibir estes espectáculos sanguinários em Portugal.

Cabe aos cidadãos portugueses penalizar ou não os políticos e os governos que nada fazem para acabar com toda esta situação.

Fica aqui porém mais esta denuncia dos actos de malvadez em Monsaraz...

Pausa para reflexão!

Rui M. Palmela

 

sábado, 14 de julho de 2018

A FESTA DE BARRANCOS EM "HONRA DE Nª SRª DA CONCEIÇÃO"



Barrancos é uma vila alentejana  onde existe uma tradição centenária sanguinária de matar toiros numa festa religiosa que se realiza ali todos os anos no mês de Agosto "em honra de Nª Srª da Conceição", numa arena improvisada frente à Capela onde se reza e donde sai a procissão, tudo terminando numa diabólica diversão. E a Igreja Católica não se pronuncia cometendo também seu “pecado de omissão”.

No entanto há uma bula papal que condena estes espectáculos bárbaros violentos que diz o seguinte:
 
(...) "Considerando que estes espectáculos que incluem touros e feras no circo ou na praça pública não têm nada a ver com a piedade e a caridade cristã, e querendo abolir estes vergonhosos e sangrentos espectáculos, não de homens, mas do demónio, e tendo em conta a salvação das almas na medida das nossas possibilidades com a ajuda de Deus, proibimos terminantemente por esta nossa constituição a celebração destes espectáculos" ... (in "Bullarum Diplomatum et Privilegiorum Sanctorum Romanorum Pontificum Taurinensis editio", tomo VII, Augustae Taurinorum, 1862, pág. 630-631.)

Portugal já foi um país sem touradas no Reinado de D. Maria II, quando o ministro Passos Manuel promulgou um Decreto (publicado no Diário do Governo nº 229, de 1836) proibindo estes espectáculos em todo o país, onde se lia o seguinte:

“Considerando que as corridas de touros são um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas, bem assim que semelhantes espectáculos servem unicamente para habituar os homens ao crime e à ferocidade, e desejando eu remover todas as causas que possam impedir ou retardar o aperfeiçoamento moral da Nação Portuguesa, hei por bem decretar que de hora em diante fiquem proibidas em todo o Reino as corridas de touros.”

Porém, as touradas voltaram com a Republica e se mantêm até hoje com a "Democracia" com partidos de direita à esquerda a apoiarem sua realização e a chumbarem propostas de sua abolição. Há mesmo figuras públicas bem conhecidas que defendem a tradição barranquenha dos toiros de morte e passo a citar algumas de suas frases que merecem repulsa ou reprovação. Aqui ficam:
 
Nuno da Câmara Pereira (fadista): "eu estou aqui em Barrancos com os cornos para o ar a apoiar a causa barranquenha, dos touros de morte, tradição que dura à séculos".

Moita Flores (investigador, criminologista), dizia sobre uma certa providência calcular da Associação ANIMAL que visava travar o espectáculo dos toiros de morte, e se pronunciou assim: "O juiz que decretou a providência não sabe o que escreve, não sabe o que diz , pela simples razão que não conhece o que se passa em Barrancos, possivelmente nem sabe onde fica". Diário de Noticías 23/8/99.

Mafalda Ganhão (jornalista): " Na corrida de morte por exemplo, o touro não é picado para ser destroçado ou humilhado. É sangrado para que descongestione e possa vir ao de cima a sua bravura, corrigindo-lhe alguns defeitos, como a sua forma de investida". Expresso 28/8/99

Miguel Sousa Tavares (jornalista e comentador tv): "O que eu defendo em Barrancos é a sobrevivência de uma cultura própria e enraizada localmente e que tenta resistir em face de investidas do pensamento "moderno", "jovem" e "civilizado", de uma elite urbana e arrogantemente convencida da sua suposta superioridade civilizacional". Público 3/9/99.

Cónego Eduardo de Melo Peixoto (sacerdote já falecido): " O espectáculo das corridas à antiga portuguesa, o toureio a cavalo e a pé e os "forcados" como prova de valentia , de coragem e mesmo de arte e sem a morte do touro na arena, aceito-o como aceito a caça e o tiro aos pombos". Público 18/8/98.

E por fim o Padre Vitor Milicias, é um pseudo 'franciscano' que devia envergonhar-se pelo seu apreço de touradas que nada tem a ver com a doutrina de S. Franscisco de Assis que condena qualquer acto de violência e tortura contra qualquer animal.

Rui M. Palmela

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

OS BARCOS DA MORTE




Quando vejo este barco em Setubal, sinto sempre um aperto no coração pelo destino de milhares de animais que Portugal exporta para vários paises onde chegam muitos doentes e outros morrem pelo caminho além do naufrágio que por vezes acontece por sobrelotação. Até quando a Humanidade se comporta neste planeta como a pior espécie de todos os seres da Criação?




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