terça-feira, 10 de dezembro de 2019

QUEREM PUBLICIDADE? VAMOS DÁ-LA...




Uma carrinha de uma cooperativa de distribuição de água da freguesia Parada de Todeia, em Paredes, circulou na rua exibindo uma raposa presa pelo pescoço com a corda presa no tejadilho e dois coelhos pendurados pelas patas  no espelho retrovisor.

O JN contactou o presidente da cooperativa, Armando Barbosa, que numa primeira abordagem recusou falar sobre o caso, tendo inclusive desligado o telefone e rejeitado um segundo contacto. Apenas explicou que é "caçador há mais de 40 anos" com "autorização para caçar raposas e coelhos" e exprimiu a ideia de que "É tudo inveja" referindo-se aos que o criticam...

Por sua vez, a GNR de Paredes disse não ter conhecimento da situação mas na sequência do contacto com o JN, iniciou diligências para averiguar o caso que pode ser remetido aos tribunais dependendo do que resultar da avaliação que for feita. A GNR adiantou ainda não ter recebido qualquer denúncia sobre o caso e esclareceu que os animais em causa não são espécies protegidas.

Face a tudo isto resta fazermos 'publicidade' ao caso tal como merece ser feito deixando aqui o contacto da cooperativa para exprimir o que pensamos a respeito da situação:

CADOPATO - COOPERATIVA DE ÁGUA DOMICILIÁRIA DE PARADA DE TODEIA
Telefone: 255 755 851

Força aí nos telefonemas!

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

OS TOIROS DE MORTE EM BARRANCOS E REGUENGOS




Este "curro de novilhos" são as próximas vitimas em Barrancos nas festas "em honra de Srª da Conceição"  que serão torturados  e mortos frente à capela donde sai a procissão e se torna palco de espectáculo sangrento e violento em nome de uma famigerada 'tradição' que se repete todos os anos em finais de Agosto apesar de uma crescente contestação. 

Para quem não sabe este espectáculo dos toiros de morte estava proibido no país antes do 25 de Abril de 1974 mas os politicos  da "Demo-cracia" o legalizaram em 2002 criando uma vergonhosa "lei de excepção" na Assembleia da República com aprovação dos partidos PSD, CDS e PCP, promulgada pelo ex Presidente da República socialista Jorge Sampaio, que contribuiu para toda esta situação e infelizmente o actual Presidente Marcelo Rebelo de Sousa também aprova e nem acha mal que esta festa religiosa culmine sempre de forma cruel e selvática naquela vila de Portugal.

E a Igreja também não se pronuncia contra tal barbaridade de animais que a  "Nª Senhora" jamais pediu que fossem sacrificados em sua "honra" e o próprio Papa Pio V condenava tais espectáculos contrários à fé e caridade cristã que infelizmente ainda se realizam em nosso país em nome da Religião. 

Isso sucede em Barrancos e também em Reguengos de Monsaraz na sequência das festas do "Senhor Jesus dos Passos", realizada em Setembro, onde se mata selvaticamente um toiro com a colaboração da população. 

E assim se repetem as tradições populares incivilizacionais que o partido pelos Animais e Natureza (PAN) pretende abolir mas suas propostas na Assembleia da República têm sido chumbadas pelos mesmos partidos que aprovaram em 2002 a famigerada "lei de excepção", cabendo aos portugueses anti touradas continuarem sua luta para que sejam penalizados os torturadores de animais na mesma lei que os protege.

Rui M. Palmela 


   

    

terça-feira, 20 de novembro de 2018

CARTA ABERTA AO MÉDICO VETERINÁRIO JOAQUIM GRAVE

 
 
Depois de ouvi-lo no programa "Prós e Contras" na RTP1 no dia 19/11/2018, defendendo obstinadamente as touradas, me surpreendi pelas suas afirmações insensatas de médico veterinário e resolvi saber algo mais a seu respeito e descobri que também é um conhecido ganadeiro no Alentejo onde cria toiros de lide ou de raça brava destinados à Tauromaquia e mais li que afirmou um dia que "O TOIRO É UM PROFISSIONAL DA FURIA", justificando desse modo a tortura que sofre nas arenas por parte dos toureiros e cavaleiros, verdadeiros profissionais da Barbárie e crueldade humana que lhe espetam ferros a pé ou a cavalo, e no fim uma espada enterrada no dorso, numa "estocada final" que o faz prostrar, esgotado de dor e sangue, sem vida, pelo chão.
 
O sr. doutor chama a isso de 'Cultura' e 'bravura' promovendo tais espectáculos ignóbeis contrariamente à ética da sua profissão à qual não faz jus porque ser veterinário é mais digno do que isso e você revela completo desprezo e insensibilidade pelo sofrimento dos animais que cria e destina ao calvário das arenas onde se cometem ignóbeis e tristes cenas.
 
Também ouvi no mesmo programa o representante da Protoiro (Hélder Milheiro) que chegou ao cúmulo do ridiculo em fazer suas justificações históricas das touradas em Portugal onde já foram proibidas várias vezes (1567, 1809, 1836 e 1919) por serem contrários à nossa identidade nacional, e pretendeu ainda fazer uma espécie de reivindicação da Cultura que ele próprio não representa citando a UNESCO que na verdade até condena as touradas na sua Declaração de 1980 onde diz que:
 "A Tauromaquia é a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis e agrava o estado dos neuróticos atraidos por estes espectáculos. Mais desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura"...
 
Portanto, subscrevo completamente a UNESCO e também as palavras de alguém que dizia: "A corrida de touros é um jogo sujo onde o touro é o único animal honesto"...
 
Termino citando Vitor Hugo, o grande escritor francês, que dizia: “Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação à Natureza e aos animais”...
 
Sim, caro senhor Grave, as touradas deviam acabar como um espectáculo cruel, medieval, que afronta a moral, a educação a ciência e a cultura, sendo por isso contrário aos valores da Civilização.
 
Pense nisso.
 
Pausa para reflexão!
 
Rui M. Palmela

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

SENTENÇA HISTÓRICA EM PORTUGAL

 
 
 
O Tribunal de Setúbal condenou a 16 meses de prisão efetiva um homem com mais de 60 anos, ex enfermeiro na guerra colonial, que resolveu fazer uma cesariana a "sangue frio" a uma de suas cadelas em trabalho de parto tirando 4 cachorinhos dentro dela que meteu num saco de plástico e os deitou no lixo, tendo deixado o animal ao abandono após a operação "grosseira e irregular" (assim chamou a juiza no Tribunal) sem qualquer tipo de assistência acabando por morrer dois dias depois cheia de sofrimento.
 
Hélder Pasadinhas, assim se chama o verdugo sem coração, vai cumprir 16 meses na prisão onde se lembrará certamente que cometeu um crime hediondo e servirá de exemplo para tantos outros que maltratem animais sem amor ou compreensão.
 
Pena é que estas sentenças não sejam aplicadas de igual modo aos verdugos das touradas e dos toiros de morte em Barrancos pelos crimes de tortura que cometem, sendo incompreensivel que a Lei só contemple uns animais e outros não! Coisas de legislador e dos partidos politicos que fizeram esta separação... Vá-se lá saber porquê!
 
Pausa para reflexão!
Rui M. Palmela

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

A MALVADEZ EM MONSARAZ



Todos os anos se realizam festas e tradições em Portugal de cariz religioso que culminam sempre de forma cruel com a tortura e morte de animais, com a participação da população que vibra com grande entusiasmo na maldade coletiva sem amor ou compaixão.

Foi isso que sucedeu mais uma vez na festa do "Senhor dos Passos" em Reguengos de Monsaraz no dia 8 de Setembro onde à semelhança do que se passa de igual modo em Barrancos, se praticaram actos de autêntica barbaridade com um toiro amarrado pela cabeça, golpeado vivo pelos participantes que a sangue frio o mataram à facada.

Tudo isto aconteceu com o beneplácito das autoridades que não interviram porque a 'festa' tinha  licenciamento da Inspeção Geral das Atividades Culturais e como tal se incluía também a tortura e morte do animal, cujas imagens foram captadas e denunciadas ao PAN (Partido dos Animais e Natureza) com assento na Assembleia da República que pretendia uma explicação do Ministro da Cultura chamando-o ao Parlamento,  mas foi rejeitada essa pretensão pelo PS, PCP e CDS, os mesmos que estando ligados aos lobbies tauromáquicos têm reprovado propostas para proibir estes espectáculos sanguinários em Portugal.

Cabe aos cidadãos portugueses penalizar ou não os políticos e os governos que nada fazem para acabar com toda esta situação.

Fica aqui porém mais esta denuncia dos actos de malvadez em Monsaraz...

Pausa para reflexão!

Rui M. Palmela

 
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